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O Fantástico no Concept Art - Visões sobre a literatura de fantasia que estimulam a criatividade




A função da arte conceitual é dar um norte para a imaginação no que se relaciona a uma obra que ainda não possui uma identidade visual completamente estabelecida. É através dela que muitas idéias ganham forma, sendo, portanto, de suma importância para o trabalho com temáticas que visam transmitir conceitos e apresentar cenas por meio de uma linguagem gráfica. Esse tipo de produção encontra serventia na construção de peças que irão alimentar o design de Filmes, Games, Animações e Histórias em Quadrinhos, tendo assim, portanto, uma vasta amplitude de utilização no mercado de trabalho.



Na hora que o profissional em arte conceitual se foca em um projeto dessa natureza, independente dos recursos técnicos de que dispõe, ele trabalha a partir das ferramentas e elementos que lhe são mais familiares no campo pessoal. Imagens comumente associadas a uma representação visual específica tendem a se repetir, dessa forma, como, por exemplo, a percepção da passagem de tempo com o uso da imagem de uma ampulheta, instrumento este o qual historicamente era utilizado para o controle do registro de medida nessa escala. Mesmo tendo sido substituído posteriormente pelo relógio de ponteiros e mais à frente pela representação numérica digital, semioticamente o objeto ainda carrega em si muito do sentido por trás do conceito abordado.



Atualmente vivemos em uma era de muitos estímulos sensoriais, com propagandas e publicidades em volumes tão avassaladores que, em faculdades e na própria sociedade, se discute muito os efeitos dessa poluição visual no desenvolvimento do indivíduo em sociedade. Dessa forma, é natural que muitos artistas recorram a trabalhar a partir de imagens que já sejam associadas ao material que eles próprios ambicionam produzir. O problema aqui é que isso só reforça um ciclo criativo que se alimenta de si mesmo e não estimula ao que é original, inédito. Dessa mesma forma, as artes começam a se equiparar, e pouco ou nada se destacam sobre as demais. A fim de criar uma diferenciação maior para a identidade visual de um artista conceitual, e dessa forma, adquirir notoriedade e regularidade de serviços na sua prática profissional, é necessário questionar de que formas podem-se quebrar esse ciclo.





A medida mais importante que pode ser tomada é a partir do estímulo para o desenvolvimento cognitivo do artista, não apenas para seu aprimoramento pessoal, como do ponto de vista de carreira, também. A literatura, enquanto narrativa, evoca imagens que não existem e exige uma ação por parte do leitor, que desenvolve suas capacidades imaginativas, lhe rendendo experiências únicas com o conteúdo ali apresentado. Dentro dessa prática, essa ação estimula a mente artística a dar forma para as composições ficcionais que são nela apresentadas e expande muitas vezes os horizontes da mente humana.



As formas e cores descritas em texto ganham vida no traço do artista. Elas saltam da página e criam raízes na mente do observador. E em poucos lugares esse tipo de fenômeno é tão agudo quanto em obras do gênero fantasia, como o autor norte-americano Brandon Sanderson destacou certa vez, quando questionado por um casal de pais de leitores da sua série de livros “Mistborn” (publicados no Brasil pela editora Leya em parceria com o grupo Omelete). Perguntado acerca de o que fazia os filhos do casal dedicarem horas e horas à leitura de suas obras, em descompasso com uma quase omissão de interesse por outros tipos de leitura, Sanderson apontou que tanto a Fantasia quanto a Ficção Científica são gêneros literários com uma vastidão de possibilidades que apenas os próprios autores podem estabelecer o limite de seu potencial. Diferente de livros de romance ou de natureza policial, cujos elementos se restringem às associações habituais a que todos já estamos sujeitos com a vida em sociedade, estes dois permitem uma exploração dos limites da capacidade humana.





Não mais restritos às amarras do que nos é comum, esses gêneros literários permitem que as formas se movam de forma muito mais livre, adquirindo contornos mirabolantes que nos estimulam uma grandeza que nem sempre vislumbramos no cotidiano urbano ou rural. Construções que desafiam a física ao investir na mágica, criaturas como dragões que transcendem as habituais limitações fisiológicas e até sociedades reconstruídas com outros sistemas de valor alheios à realidade física são apenas alguns dentre muitos exemplos estimulantes que essa literatura permite.


Sob esse mesmo efeito, a mente do artista conceitual pode ver se desdobrar diante de si imagens nunca especificamente estruturadas, e a partir dessa percepção individual única, pode criar obras cuja identidade visual sejam ao mesmo tempo próximas o suficiente do leitor comum, a ponto de as associações semióticas serem compreensíveis; e particularmente inéditas, uma vez que as formas não advieram de uma construção real e já conhecida, mas de um trabalho interno de construção imaginativa.


Obras de autores como J. R. R. Tolkien, C. s. Lewis, George R. R. Martin, J. K. Rowling, Neil Gaiman, Phillip José Farmer, entre muitos outros, são referências maravilhosas para esse tipo de desenvolvimento cognitivo. Por si só, essa referência no estudo literário fantástico já seria uma recomendação imprescindível para os artistas que visam se desenvolver no campo da arte conceitual. Porém, além do espectro da criatividade, outro ponto se faz destacar para a utilidade desse conjunto de conhecimentos.



O gênero de Fantasia tem adquirido tanto destaque por conta de sua versatilidade estilística que tem sido celeiro para muitas das obras que são sucesso de mercado nas últimas décadas. Quantos títulos não foram adaptados para outras mídias fora da literatura, com cifras totais que atraíram a atenção de todo e qualquer investidor? Para esse trabalho de adaptação, a arte conceitual é fundamental, pois é o ponto de partida da elaboração de toda e qualquer experiência visual.



Para dar início a uma carreira no campo da arte conceitual, é que a Escola Lipe Diaz oferece o Curso de Desenho Base, através do qual os interessados em produzir peças de alta qualidade visual e ter uma posição no mercado de trabalho junto a desenvolvedoras, editoras e estúdios, podem acessar futuramente o Curso de Desenho Digital, e o Curso de Ilustração Digital e Concept Art, que visam qualificar o profissional com as técnicas mais atuais utilizadas no campo.


A jornada construída e apresentada na arte conceitual começa na experiência pessoal do fantástico pelos olhos do próprio artista. Venha partir nessa grande jornada conosco. Será fantástico!


Texto: Gabriel Guimarães - Fundador do "Quadrinhos para quem gosta"

Artes: Renan Ribeiro e Lucas Ribeiro - Ex alunos e Concept Artists

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